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Luca Giorgi: A Força de uma Luz que Nasceu Vencedora

  • Foto do escritor: Renata Robazza
    Renata Robazza
  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias


Luca, meu sapequinha
Luca, meu sapequinha

Contar a história de quem amamos é uma forma de manter viva a sua essência, de honrar cada passo e de ressignificar a dor da ausência.


Hoje, escolho voltar ao início de tudo. Quero falar sobre a chegada do meu caçula, o Luca Giorgi Salvador Robazza, e de como a vida dele, desde o ventre, foi marcada por uma força extraordinária.



A nossa caminhada juntos começou com um grande desafio. No quinto mês de gestação, recebi o diagnóstico de isoimunização materna. Meu corpo via o sangue do Luca como algo a ser combatido, trazendo o risco iminente de ele desenvolver eritroblastose fetal. Os exames seguintes traziam uma tensão constante: a cada nova análise, a taxa de anticorpos dobrava de forma alarmante. Era uma corrida silenciosa e contra o tempo dentro do meu próprio corpo.


Por ser uma situação de alta complexidade, fomos cercados de cuidados. Fizemos um acompanhamento rigoroso no Hospital das Clínicas (HC) e com dois médicos especialistas em Ribeirão Preto. A resposta do Luca àquela adversidade era tão singular que o caso dele chegou a ser objeto de estudo no HC.



A angústia nos acompanhou até a semana do seu nascimento. Lembro-me do médico realizando o último ultrassom e os exames de sangue, buscando os sinais de como ele estava reagindo a tantas taxas elevadas. E contra todas as previsões e riscos, o diagnóstico final foi um milagre: ele estava perfeitamente bem.



O Luca contrariou as estatísticas.

Venceu a primeira de suas muitas batalhas

antes mesmo de respirar o ar deste mundo.

Nasceu perfeito, forte e cheio de vida,

trazendo uma alegria imensa para todos nós.





O Luca partiu precocemente aos 17 anos por suicídio, deixando uma saudade que corta a alma e um vazio impossível de preencher. Lidar com o fim de sua jornada terrena é o momento mais difícil da minha vida. Mas, ao olhar para trás e lembrar de como tudo começou, escolho lembrar do Luca através da sua essência: um menino que, desde o primeiro instante no meu ventre, mostrou uma vontade gigante de existir.


A dor da sua partida é imensa, mas a gratidão por ter sido sua mãe e por ter testemunhado o milagre da sua vida sempre será maior. O Luca nasceu vencedor, viveu cercado de amor e é assim, com toda a sua luz e força, que ele será para sempre lembrado.

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